Neurologista CRM 770

Polineuropatia

Atenção para este assunto importante. As doenças dos nervos periféricos fazem parte do treinamento e da especialização em Neurologia e preferencialmente devem ser conduzidas e tratadas  pelo neurologista.

O Sistema Nervoso se divide, para fins de estudo, em Sistema Nervoso Central (SNC) e Sistema Nervoso Periférico (SNP).

O SNC compreende as estruturas contidas dentro do crânio (o encéfalo que se compões do cérebro, tronco cerebral e cerebelo) e do canal da coluna vertebral (medula espinhal).

A medula espinhal emite uns apêndices (raízes) que saem do canal vertebral e vão constituir os nervos periféricos, cujo conjunto compõe o SNP.

  • As doenças das raízes e dos nervos periféricos recebem a denominação de NEUROPATIA.  Se for de uma só raiz = radiculopatia; de um nervo, mononeuropatia; de alguns nervos  multineuropatia;  se de muitos ou  todos os nervos, polineuropatia  e se de raízes polirradiculopatia. Às vezes utiliza-se o sufixo ite em vez de patia, como neurite ou radiculite, com o mesmo significado.

As neuropatias se manifestam em territórios de distribuição anatômica do nervo. Com este conhecimento, o neurologista é capaz de definir qual ou quais os nervos estão comprometidos. Por exemplo, o nervo mediano  passa no punho através de um túnel e se distribui para os 3 primeiros dedos  da mão; se este nervo é comprimido neste local, a pessoa sente dormência ou formigamento  nestes 3 dedos ( síndrome do túnel do carpo)..

Os sintomas de neuropatia costumam ser sensitivos e motores porque os nervos tem fibras nervosas que conduzem sensibilidade e  fibras motoras que promovem força e movimento.

Sintomas sensitivos: dor, formigamento, dormência, queimação. Sintomas motores: diminuição de força, cãibras, atrofia muscular. O conjunto destes sintomas e a localização onde estão presentes, permitem o diagnóstico da neuropatia. Por exemplo, as polineuropatias se manifestam por sintomas nas extremidades dos membros , dedos  das mão e pés, de modo simétrico, destacando-se as dores e queimação nos pés extremamente incomodativas.

As causas de neuropatias são muito variadas, mas tem que ser investigadas, porque os tratamentos são dirigidos para os fatores que as  produzem . As duas mais comuns são o diabetes mellitus e o alcoolismo. Mas podem ser inflamatórias, infecciosas, produzidas por medicamentos, por intoxicações, por câncer,  por compressão e também hereditárias.

A eletromiografia (EMG) pode auxiliar mostrando o tipo de lesão predominante, se é na fibra nervosa (axônio) ou na bainha gordurosa que a recobre (mielina).  Isto ajuda a orientar para o tipo de mecanismo que lesa o nervo e deduzir as causas prováveis. Mas a EMG pode ser normal se o número de fibras comprometidas é pequeno ou se são apenas de função sensitiva.

O que pretendo chamar a  atenção é que as neuropatias requerem investigação minuciosa para encontrar uma causa e assim efetuar um tratamento mais eficaz. A EMG só demonstra que o nervo está afetado  mas não  explica o porque disto. É o neurologista o profissional  mais qualificado para estabelecer a melhor conduta nestes casos.

 

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